Incentivo dos Componentes Psicossociais na Trajetória de Atletas de Voleibol

  • Matheus Santos Mendes Universidade Federal de Santa Catarina, (Brasil)
  • Felipe Goedert Mendes Universidade Federal de Santa Catarina, (Brasil)
  • Michel Milistetd Universidade Federal de Santa Catarina, (Brasil)
  • Carine Collet Universidade Federal de Santa Catarina, (Brasil)
  • Juarez Vieira do Nascimento Universidade Federal de Santa Catarina, (Brasil)

Resumen

Objetivo: Comparar o incentivo dos componentes psicossociais nas diferentes fases da trajetória esportiva em atletas de voleibol nas categorias de formação. Métodos: Aplicou-se um questionário específico baseado nos elementos dinâmicos da formação esportiva (Côté, 1999; Côté, Turnnidge, & Vierimaa, 2016) em 78 atletas do sexo masculino com média de idade de 19.24±0.9 anos de clubes de reconhecimento nacional brasileiro. Utilizou-se o teste qui-quadrado e a regressão logística multinomial para comparar o nível de incentivo dos componentes psicossociais à prática de voleibol e de outras modalidades em cada fase da trajetória esportiva, adotando nível de significância de 5%. Resultados: Os componentes psicossociais incentivam não apenas à prática da modalidade alvo, mas também à prática de outras modalidades. Entretanto, o incentivo dos familiares (p≤0,001), amigos (p≤0,001) e treinadores (p≤0,001) à prática do voleibol aumentou no decorrer da trajetória esportiva, permanecendo estável o incentivo à prática das demais modalidades esportivas. Conclusão: Os componentes psicossociais exercem importante papel na trajetória esportiva de atletas de voleibol em clubes de reconhecimento nacional brasileiro. Ao agregarem reflexões sobre a importância dos componentes psicossociais na vida esportiva de um indivíduo, os achados fornecem pistas às federações, clubes e locais de iniciação esportiva para estruturação de programas de formação esportiva na modalidade.

Citas

Barreiros, A., Côté, J., & Fonseca, A. M. (2013). Training and psychosocial patterns during the early development of Portuguese national team athletes. High Ability Studies, 24(1), 49-61.

Bojikian, J. C. M., da Silva, A. V. O., Pires, L. C., de Lima, D. A., & Bojikian, L. P. (2009). Talento esportivo no voleibol feminino do Brasil: maturação e iniciação esportiva. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 6(3).

Chelladurai, P. (1990). Leadership in sports: A review. International Journal Of Sport Psychology. 21(4), 328-354.

Collet, C., Nascimento, J. V. d., Folle, A., & Ibáñez, S. J. (in press). Validación del instrumento de análisis de la formación deportiva en voleibol. Revista Internacional de Medicina y Ciencias de la Actividad Física y del Deporte.

Côté, J. (1999). The influence of the family in the development of talent in sport. The Sport Psychologist, 13(4), 395-417.

Côté, J. (2002). Coach and peer influence on childen's development through sport. In J. M. Silva & D. Stevens (Ed.), Psychological foundations of sport (pp. 520-540). Boston: Allyn and Bacon.

Côté, J., Baker, J., & Abernethy, B. (2003). From play to practice: a developmental framework for the acquisition of expertise in team sport. In S. J & K. A. Ericsson (Eds.), Expert performance in sports: Advances in research on sport Expertise USA: Human Kinetics (pp. 89-113).

Côté, J., Turnnidge, J., & Vierimaa, M. (2016). A personal assets approach to youth sport. In K. Green & A. Smith (Eds.), Routledge handbook os youth sport. New York: Routledge.

Coutinho, P., Mesquita, I., Fonseca, A. M., & Martin-Silva, L. D. (2014). Patterns of sport participation in portuguese volleyball players according to expertise level and gender. International Journal of Sports Science & Coaching, 9(4), 579-592. doi: doi:10.1260/1747-9541.9.4.579

Flowers, R. A., & Brown, C. (2002). Effects of sport context and birth order on state anxiety. Journal of Sport Behavior, 25(1), 41.

Fonseca, G. M. M., & Stela, E. S. (2015). Família e esporte: a influência parental sobre a participação dos filhos no futsal competitivo. Kinesis, 33(2), 41-60.

Fraser-Thomas, J., Côté, J., & Deakin, J. (2008a). Examining adolescent sport dropout and prolonged engagement from a developmental perspective. Journal of Applied Sport Psychology, 20(3), 318-333.

Fraser-Thomas, J., Côté, J., & Deakin, J. (2008b). Understanding dropout and prolonged engagement in adolescent competitive sport. Psychology of Sport and Exercise, 9(5), 645-662.

Gabarra, L. M., Rubio, K., & Ângelo, L. F. (2009). A Psicologia do Esporte na iniciação esportiva infantil. Psicología para América Latina, (18), 0-0.

Gomes, A. R., Pereira, A. P., & Pinheiro, A. R. (2008). Liderança, coesão e satisfação em equipas desportivas: um estudo com atletas portugueses de futebol e futsal. Psicologia: Reflexão e Crítica, 21(3), 482-491.

Gomes, F. M., De Carvalho, N. O., & Vargas, L. S. (2015). A influência dos pais na escolha das atividades esportivas dos filhos de 08 a 10 anos. Ciência em Movimento-Educação e Direitos Humanos, 17(34), 81-94.

Haugaasen, M., Toering, T., & Jordet, G. (2014). From childhood to senior professional football: elite youth players’ engagement in non-football activities. Journal of Sports Sciences, 32(20), 1940-1949.

Livesey, D., Lum Mow, M., Toshack, T., & Zheng, Y. (2011). The relationship between motor performance and peer relations in 9‐to 12‐year‐old children. Child: Care, Health And Development, 37(4), 581-588.

Marques, M. P., & Samulski, D. M. (2009). Análise da carreira esportiva de jovens atletas de futebol na transição da fase amadora para a fase profissional: escolaridade, iniciação, contexto sócio-familiar e planejamento da carreira. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 23(2), 103-119.

Marques, R. F. R., de Almeida, M. A. B., & Gutierrez, G. L. (2007). Esporte: um fenômeno heterogêneo: estudo sobre o esporte e suas manifestações na sociedade contemporânea. Movimento, 13(3), 225-242.

Marques, R. F. R., Lima, C. P., de Moraes, C., Nunomura, M., & Simões, E. C. (2014). Formação de jogadores profissionais de voleibol: relações entre atletas de elite e a especialização precoce. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 28(2), 293-304.

Milistetd, M., Mesquita, I., Nascimento, J. V., & de Sousa Sobrinho, A. E. P. (2010). Concepções de treinadores" experts" Brasileiros sobre o processo de formação desportiva do jogador de voleibol. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 24(1), 79-93.

Reis, C. P., Ferreira, M. C. C., & de Albuquerque Moraes, L. C. C. (2016). O apoio dos pais ao desenvolvimento da carreira de atletas masculinos de basquetebol. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 38(2), 149-155.

Santana, W. C., & Ribeiro, D. A. (2010). Idades de início de atletas de futsal de alto rendimento na prática sistemática e em competições federadas da modalidade. Pensar a Prática, 13(2).

Scala, C. T. (2001). Consultoria em psicologia do esporte: orientações práticas em análise do comportamento de Garry L. Martin, Campinas: Instituto de Análise do Comportamento (2001). Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 3(2), 83-84.

Ullrich-French, S., & Smith, A. L. (2006). Perceptions of relationships with parents and peers in youth sport: Independent and combined prediction of motivational outcomes. Psychology Of Sport And Exercise, 7(2), 193-214.

Verardi, C. E. L., & De Marco, A. (2010). Iniciação esportiva: a influência de pais, professores e técnicos. Arquivos em Movimento, 4(2), 102-123.

Weiss, M., & Stuntz, C. (2004). A little friendly competition: Peer relationships and psychosocial development in youth sport and physical activity contexts. Developmental Sport And Exercise Psychology: A Lifespan Perspective, 165-196.

Zanetti, M. C., Lavoura, T. N., & Machado, A. A. (2008). Motivação no esporte infanto juvenil. Conexões: Revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, 6, 438-447.
Publicado
2017-12-29
Cómo citar
Mendes, M., Mendes, F., Milistetd, M., Collet, C., & do Nascimento, J. (2017). Incentivo dos Componentes Psicossociais na Trajetória de Atletas de Voleibol. Educación Física Y Ciencia, 19(2), e037. https://doi.org/10.24215/23142561e037
Sección
Artículos